“[...] Esteja todo dia aberto para o mundo, esteja pronto para pensar, esteja todo dia pronto a não aceitar o que se diz, simplesmente por ser dito; esteja predisposto a reler o que foi lido; dia após dia , investigue, questione e duvide”. Paulo Freire

sábado, 13 de outubro de 2012

O EAD na visão de um jovem universitário.


     Minha opinião sobre o ensino à distância sofreu algumas alterações recentemente.  Quando observo a forma como tem caminhado o ensino presencial e suas dificuldades em alcançar nos indivíduos resultados que, o próprio sistema de educação gostaria, mas não consegue, eu pensava que tão pouco o ensino a distância conseguiria.

     Na minha concepção a presença do estudante numa sala com outros estudantes e o professor, traz para os indivíduos um ambiente de relações pessoais, algo essencial ao ser humano quanto ser social que é (gostaria ainda de atentar para algo comum no ensino presencial, que é; a maneira como em sala de aula o professor se coloca absoluto na transmissão do conhecimento, não permitindo discussões que fujam a ementa, e como isso acaba por engessar muitos estudantes que podem contribuir grandiosamente para a aquisição do saber). Por este motivo que eu acreditava que a falta deste ambiente tornava o ensino a distância uma coisa programada e sem as possibilidades de trocas com os demais. Consequentemente gerando resultados menores ainda que o ensino presencial.

     Recentemente tenho sido exposto a esta realidade, sou estudante do curso de Administração de Empresas pela Universidade Veiga de Almeida, até o presente momento tive a oportunidade de cursar algumas poucas disciplinas online, isso me permitiu conhecer um pouco sobre como funciona este sistema de ensino, também conheço pessoas que fazem todo o seu curso à distância, e tenho visto nelas resultados consideráveis, digo, consideráveis pelo fato de que tanto presencial como a distância sempre existirem indivíduos que vão se formando nos conhecimentos adquiridos mais que os outros. Comecei a considerar também que, se alguém se dispõe a fazer uma graduação qualquer à distância é porquê no mínimo sabe o que quer, percebo também a utilidade do ensino a distância, quando permite que estudantes que não podem disponibilizar de tempo ou de outras condições para ter acesso ao estudo encontram essa oportunidade. Este sistema de ensino entra como uma nova possibilidade de acessar um nível superior de ensino, contudo continuo a considerar suas (em minha opinião) deficiências.

     Chego a pensar num novo sistema que poderíamos chamar de semipresencial, onde estudariam tanto os presentes quantos os alunos à distância em um mesmo período, claro que isso demandaria muito planejamento e tecnologia de informação, quando se cria um sistema novo basta ele começar a operar que logo aparecem suas imperfeições e necessidade de correões e ajustes, sabemos que nosso país se encontra num momento de mudanças, mas ainda a devida importância não é dada a educação e formação de nossos cidadãos, por isso falar de um sistema novo, talvez neste momento seja um pouco utópico, vamos então olhar para nossa realidade tentando contemplá-la da forma mais ampla possível e buscar soluções melhores aos problemas existentes.

     Não há como dizer que sou contra ou a favor do ensino a distância, é como apontei antes, existe necessidade de correções, adaptações, mudanças, o ensino continuará presencial e a distância. Na era onde estamos, com as mudanças constantes no cenário global, e a velocidade das informações. Cabe solucionar, fazer com que de fato o ensino esteja ao alcance de todos de maneira justa e igual (o que não acontece), seja ele a distância, presencial ou quem sabe semi presencial.

Jonathan Ângelo Barreto Mendes.

Universitário e cidadão simples, com as mesmas necessidades de qualquer outro.

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